
A cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, agora abriga a maior usina solar do estado, um marco importante na transição energética e no uso de fontes renováveis no Brasil.
Localizada no Parque Tecnológico, a estrutura ocupa uma área de 53 mil metros quadrados e entrou em operação no início de março de 2025. Com aproximadamente 10 mil painéis solares, a usina tem capacidade de gerar cerca de 10 GWh por ano, o suficiente para abastecer mais de 3.400 residências.
Além de fornecer energia para empresas do Parque Tecnológico, a eletricidade gerada também poderá beneficiar 27 municípios conectados à mesma rede de distribuição, ampliando seu impacto positivo na região.
Redução de emissões e benefícios ambientais
A usina não só contribui para a ampliação da matriz energética renovável, mas também para a redução da pegada de carbono. De acordo com o Parque Tecnológico, a produção da energia solar permitirá evitar a emissão de 290 toneladas de CO₂ por ano.
Esse volume de redução equivale ao plantio de 2.100 árvores nativas ou à retirada de aproximadamente 100 veículos movidos a combustíveis fósseis das ruas. Dessa forma, além da economia financeira, o projeto representa um avanço significativo na luta contra as mudanças climáticas.
Impacto econômico para moradores e empresas
A nova usina também traz vantagens econômicas para a população e as empresas da região. Segundo Nelson Cancellara, presidente do Parque Tecnológico, os moradores que utilizam baixa tensão podem obter descontos entre 10% e 20% na conta de luz. Já empresas e indústrias, que consomem energia em média tensão, poderão ter redução de até 40% nos custos com eletricidade.
Além dos benefícios diretos na conta de energia, o projeto também impulsiona a geração de empregos locais, aumenta a arrecadação municipal e fortalece o desenvolvimento econômico da cidade e região.
Energia solar cresce na matriz elétrica brasileira
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia solar já é a segunda maior fonte da matriz elétrica brasileira, representando 22,2% da geração total, ficando atrás apenas da energia hídrica.
A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) informou que, em fevereiro de 2025, o Brasil ultrapassou a marca de 50 GW de potência instalada, consolidando-se entre os seis maiores mercados solares do mundo.
A projeção para o final de 2025 é que a capacidade instalada no país alcance 64,7 GW, representando um crescimento de 25% em relação ao ano anterior.
Com esse avanço, o Brasil segue se destacando no cenário global da transição energética, reforçando sua liderança na adoção de fontes renováveis e no desenvolvimento sustentável.
